domingo, 14 de abril de 2013

Alimento do mês #4


Cá estou para mais um post… e desta vez apresento a Beringela como “Alimento do mês”.

sempretops.com


A variedade de beringela mais comum tem a forma de uma pêra alongada, a pele é brilhante e de cor púrpura. A antocianina (um composto fenólico) é responsável pela cor púrpura e brilhante e atua como antioxidante, ajudando a proteger o organismo de danos celulares.

O consumo de beringela é benéfico pois esta possui propriedades anticancerígenas, ajuda a reduzir os níveis de colesterol no organismo e consequente risco de aterosclerose (formação de ateromas nos vasos sanguíneos). Atua também no combate ao reumatismo, artrite e problemas digestivos.


A beringela crua é um alimento pouco calórico, rico em água e fornece alguma quantidade de fibra. Tem elevado teor de potássio e baixo teor de sódio o que favorece um equilíbrio adequado de fluídos corporais. É também rico em cálcio, fósforo e magnésio. E nas vitaminas destaca-se o ácido fólico.

Composição nutricional (100g):


Beringela

crua
grelhada com azeite
Energia (kcal)
16
89
Proteína (g)
1,1
1,9
Hidratos de carbono (g)
2,4
4,3
Lípidos (g)
0,2
7,1
Fibra (g)
2,5
4,4
Ácido fólico (µg)
20
36
Cálcio (mg)
17
30
Fósforo (mg)
26
46
Magnésio (mg)
12
24
Potássio (mg)
234
373

Fonte: Tabela da Composição dos Alimentos Portugueses. INSA. Lisboa, 2007.

 
A beringela combina na perfeição com pratos mediterrânicos. Pode ser cozida, assada, estufada, grelhada… ou mesmo frita, mas atenção pois a beringela tem a capacidade de absorver grandes quantidades de gordura na sua preparação.

Antes de cozinhar e para retirar o sabor amargo da beringela, corte-a ao meio e esfregue-a com sal ou corte-a logo às rodelas e salpique com sal: Deixe repousar durante 20 a 30 minutos. Depois é só passar por água e está pronta.


Seja original na preparação da beringela e tenha bom apetite.
Se quiser, partilhe a sua receita.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Hipertensão e o consumo de sal



Na Europa somos dos países onde o consumo de sal é mais elevado e também aquele que apresenta uma das mais elevadas prevalências de hipertensão arterial.
A hipertensão arterial está intimamente relaciona com acidentes vasculares cerebrais, que apresentam elevada incidência em Portugal.


Assim, parece que temos meeesmo de repensar
a utilização de sal na nossa cozinha!








O sal (cloreto de sódio) é o principal fornecedor de sódio na nossa dieta. O sódio é um mineral essencial ao nosso organismo mas as consequências do seu consumo em excesso são muitas (entre elas a hipertensão arterial) e por isso é essencial controlar o seu consumo.

O limite diário recomendado, para pessoas saudáveis, é de 2400 mg de sódio. E, 2,4 g de sódio equivalem a seis gramas de sal (aproximadamente 1 colher de chá).
E não é que a média dos Portugueses (segundo a Organização Mundial de Saúde) consome 2 colheres de chá?!

Deixo-vos algumas dicas para ajudar a reduzir o consumo de sal:

  • Não leve o saleiro para a mesa;
  • Diminua gradualmente a quantidade de sal que adiciona durante a confeção dos alimentos;
  • Substitua o sal por ervas aromáticas (salsa, coentros, hortelã, tomilho, orégãos, alecrim,…) e/ou especiarias (pimenta, colorau, noz-moscada,…) e/ou sumo de limão;
  • Enriqueça os cozinhados com alimentos como tomate, cenoura, pimento, beringela, curgete, entre outros;
  • Leia os rótulos e procure adquirir os que apresentam menor quantidade de sal;
  • Reduza o consumo de alimentos com maior quantidade de sal como: batatas fritas de pacote e aperitivos salgados, charcutaria e enchidos, queijos, azeitonas, caldos e molhos, refeições pré-preparadas, alimentos enlatados.


E não se esqueça: verifique regularmente a sua pressão arterial!!